domingo, 24 de outubro de 2010

What goes around comes around





Tal como muitas coisas inesperadas hoje, pensei que seria igualmente inequívoco despejar mais umas linhas no meu livro virtual. Não é que não queira escrever, é somente porque acho que o blog não é uma solução plausível ao meu depósito de "coisas". Sim coisas, porque vão e vêm portanto só podem ser coisas.

Por mais que tente parece que serei o eterno brinquedo com o qual as pessoas gostam e pensam que podem. Pensam que podem brincar, pensam que podem enganar, pensam que podem f*der, pensam que podem fazer tudo o que o seu instinto animalesco quer, pode e manda. No entanto as pessoas só sabem realmente aquilo que eu quero que elas saibam, não se trata de manipulação, mas sim de self-defense (ou deveria dizer self indulgence?).

Hoje continuo a minha caminhada em direcção a mim próprio e questiono-me se ainda consigo distanciar-me e perceber o que se passa à minha volta, racionalizar "as coisas". E adivinhem só... (como diz a minha gata:) I still hazZzzZ it! xD

E falando em gata, esqueci-me de contar essa pequena (já grande) novidade. A adopção de uma namorada de 4 patas! Ligaram-me e disseram-me: "Encontramos uma gata bebé, queres que a leve para veres se gostas?" E assim foi, dentro de uma caixinha de cartão lá vinha a bicha. Assim que pequei no caixote sai uma cabecinha com um bigode maior que o meu e bastante peluda que ficou a olhar para mim e a fazer-me "festas" com as patas. Perante tal fofice não me pude opor e tive de a trazer comigo. Entretanto já aprendeu a ser endiabrada, saltando por tudo o que é móvel/estante, trepando cortinados e nunca perdendo energia. É provavelmente o próximo anúncio da RedBull... Em suma, fiquei contente por adoptar um animal. Agora são mais 30€ para lhe dar a vacina!


No últimos tempos algumas coisas mudaram, estou cheio de expectativas de realizações, de momentos à espera de acontecer - suspensos, aguardando a oportunidade. Mas isto sou eu, só eu. Sou eu cheio e estas "coisas" são cheias de mim. E, provavelmente, a única instância em que estão mais próximas da existência é agora em mim. Acho que o meu problema é não saber sentar-me na bancada, a esperar por nada e "coisa" nenhuma. Estar de pé, plantado no meio do campo, remete-me uma postura intocável, pré-disposta a fazer tudo, a qualquer hora sem margem para perder tempo. O chão está coberto de promessas estilhaçadas, há dias rasgados espalhados, músicas que nem chegaram a meio, lágrimas ridiculamente ensanguentadas e coisas estupidamente destruídas.

E vamos lá ver como se processam os acontecimentos futuros. Se parares de dizer mentiras sobre mim, eu paro de dizer as verdades sobre ti.

Beijos e abraços a quem compete.


Sent from my Blackberry

quarta-feira, 11 de agosto de 2010





Por vezes só me apetece dizer foda**e.

Parece que quanto mais fazemos para atingir ou roçar a perfeição, mais ela nos confunde e nos rejeita. I've had enough. O meu senso comum começa a achar que devemos olhar no horizonte e preocupar-nos com o nosso umbigo. Porque ao menos esse não nos viola; não nos corrompe.

A maneira como me atiraste para fora do teu colo foi numa única palavra: Cruel.
Durante muito tempo, que por entre pequenos-almoços apressados e jantares incompletos onde nos chutaram de restaurantes, que não me convenci do quanto paradoxal pode o ser humano ser (trocadilho? Wtf). Nem tiveste a necessidade de me perguntar se estava bem ou mal com a situação porque afinal de contas, desde quando precisamos de tais coisas entre nós?

Afundaste-me no teu abraço, enquanto me recolheste a alma; enquanto a minha respiração te sussurrava coisas e te comprimia o peito ao mesmo tempo que me delineavas as formas assimétricas nas minhas costas num qualquer bar de praia do outro lado da ponte. Caí mal disseste. Congelei, com os lábios gretados de tanto grito mudo. Mas tal como tudo o que sobe tem de descer, e à semelhança de paradoxos humanos, então tudo o desce volta a subir.

Qualquer dia fecho o blog. Começo a ficar farto de me cingir ao mesmo tipo transposições.

If I'd talk to God, He'd tell me why there's something goin on, the people passing by...

sábado, 24 de julho de 2010

Childhood bliss







É curioso como com o passar dos anos perdemos aquela sensibilidade e inocência criançola. Era tudo tão mais azul, tão mais vivido. Por mais que sejamos adultos, por mais que os anos passem, o simples será sempre complicado. Ou se calhar sou só eu que tenho a mania de ligar o complicómetro. Either way, I always I mess up. I always let the water flood me. E ao fim do dia eu só penso que o vento já não fareja a minha face como quando eu era pequenino, e já não saio da escola de bibe para absorver um pouco daquele azul que me circundava.

Como é meu habitual, ontem deitei-me tarde (mais vale dizer cedo, porque àquela hora...), cansadíssimo mesmo. Não foi por ter dormido pouco na noite anterior, foi antes por a noite ter sido mesmo cansativa. Desde confusões na minha cabeça, a ambientes de cortar à faca até às várias horas passadas na estrada. Sempre pensei em mim como a máquina perfeita no que concerne ao cansaço. Pensava que era uma máquina, que mesmo descansando pouco tinha sempre força e energia para me aguentar. Até determinado ponto isto é válido. Nunca sucumbi físicamente. Mas ontem... Ontem... era outro tipo de cansaço. Um cansaço emocional, como que tivesse sido atropelado vezes sem conta por um camião; cujos motoristas se quiseram certificar que eu estava mesmo espalmado fazendo questão de enfatizar a ideia de emocionalmente esgotado comigo próprio.

É impossível acreditar como em tão pouco tempo eu tinha a pele arranhada das saliências da areia da minha praia, por rebolar na rebentação das minhas ondas e no momento a seguir parecia que a tempestade nunca tivesse existido. Assim funciona o micro-clima da minha pequena grande ilha.

Adormeci de sono pesado, dissolvido em mim mesmo. Dormi com estores, cortinados e persianas abertas, tudo aberto! Mas nem por nada larguei o quentinho do duplo edredon até à hora de almoço.
Esta noite deverá ser igual, mas eu não vou deixar que maus pensamentos me vandalizem. Vou antes cansar-me o máximo possível para adormecer mal caia no leito. E claro, perceber que se quero fazer alguma coisa, terá de ser de mãos dadas. A esquerda com a direita, formando um pacto inviolável e submetendo um compromisso de fidelidade comigo mesmo.

Não quero escrever mais, chega!



Há um grupo do qual nunca gostei, mas por vezes têm ponta de razão em algumas coisas que elevam tais como:

« Eu quero desnascer, ir-me embora, sem sequer ter que me ir embora. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar? »

(Linda Martini)

sábado, 17 de julho de 2010

1+1=1





Sem mim és apenas tu...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O que fazemos






O importante não é aquilo que fizeste comigo, mas o que eu vou fazer do que tu fizestes comigo...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Drowning




Faz-me confusão... "O quê?" perguntam vocês. É uma pergunta sem resposta.

Com ou sem propósito apresento-me como uma pessoa controversa: Emotivo, Racional... Ainda assim, resistente a todas as trovoadas e tempestades. Por vezes com orgulho, outras sem orgulho nenhum. À volta da minha ilha preparo-me para um afogamento lento cheio de flashbacks felizes. Fico uns minutos no fundo, perdido à deriva. E sem saber como nem porquê acabo por vir à tona. O mar diz-me que ainda não é desta.

Disponho-me de peito aberto a qualquer bala apontada a mim. Não para ser herói. A bala tem de acertar sempre em alguém, invariavelmente. Portanto eu exponho-me mais que qualquer outra pessoa. Não me importo. Também sei que não sou à prova de bala. E cada vez que penso que vem uma bala e a sua consequente aniquilação, rendo-me perante mim. E assim a correrira por tudo e por todos acaba. É um ciclo vicioso. Depois de sobreviver volto exactamente ao mesmo, apagando todas as memórias e situações extremas. Mas eu sei que no fundo acabam sempre por ficar e pesam, pesam-me.

Estou cansado. Quero férias. E de mim também.

E como diria "Le petit prince": "Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos."

domingo, 20 de junho de 2010

Let me go home




A maior parte das pessoas tomam "casa" como uma mera construção física. Uma envergadura de ferro, completamente edificada (barracas excluem-se) que dá abrigo a pessoas e viaturas.

Concordo parcialmente... penso que uma casa além disso, é também um sentimento, um estado de espirito. Faz-nos sentir seguros e valorizar o nela reside.

Preciso de me sentir em casa. Nos últimos meses é um pouco como se estivesse na casa do vizinho. E sim, é daqueles com quem não temos muita confiança, onde não conhecemos os corredores e as portas e que nos deixa desconfortáveis.

Não sei o que se passa. (Ou talvez saiba...)


Porque semeamos vontades se colhemos furacões?

E agora vou agarrar no casaco (aquele casaco) e sair destas 4 paredes; inspirar o ar do mar e deixar-me levar...