
Tal como muitas coisas inesperadas hoje, pensei que seria igualmente inequívoco despejar mais umas linhas no meu livro virtual. Não é que não queira escrever, é somente porque acho que o blog não é uma solução plausível ao meu depósito de "coisas". Sim coisas, porque vão e vêm portanto só podem ser coisas.
Por mais que tente parece que serei o eterno brinquedo com o qual as pessoas gostam e pensam que podem. Pensam que podem brincar, pensam que podem enganar, pensam que podem f*der, pensam que podem fazer tudo o que o seu instinto animalesco quer, pode e manda. No entanto as pessoas só sabem realmente aquilo que eu quero que elas saibam, não se trata de manipulação, mas sim de self-defense (ou deveria dizer self indulgence?).
Hoje continuo a minha caminhada em direcção a mim próprio e questiono-me se ainda consigo distanciar-me e perceber o que se passa à minha volta, racionalizar "as coisas". E adivinhem só... (como diz a minha gata:) I still hazZzzZ it! xD
E falando em gata, esqueci-me de contar essa pequena (já grande) novidade. A adopção de uma namorada de 4 patas! Ligaram-me e disseram-me: "Encontramos uma gata bebé, queres que a leve para veres se gostas?" E assim foi, dentro de uma caixinha de cartão lá vinha a bicha. Assim que pequei no caixote sai uma cabecinha com um bigode maior que o meu e bastante peluda que ficou a olhar para mim e a fazer-me "festas" com as patas. Perante tal fofice não me pude opor e tive de a trazer comigo. Entretanto já aprendeu a ser endiabrada, saltando por tudo o que é móvel/estante, trepando cortinados e nunca perdendo energia. É provavelmente o próximo anúncio da RedBull... Em suma, fiquei contente por adoptar um animal. Agora são mais 30€ para lhe dar a vacina!
No últimos tempos algumas coisas mudaram, estou cheio de expectativas de realizações, de momentos à espera de acontecer - suspensos, aguardando a oportunidade. Mas isto sou eu, só eu. Sou eu cheio e estas "coisas" são cheias de mim. E, provavelmente, a única instância em que estão mais próximas da existência é agora em mim. Acho que o meu problema é não saber sentar-me na bancada, a esperar por nada e "coisa" nenhuma. Estar de pé, plantado no meio do campo, remete-me uma postura intocável, pré-disposta a fazer tudo, a qualquer hora sem margem para perder tempo. O chão está coberto de promessas estilhaçadas, há dias rasgados espalhados, músicas que nem chegaram a meio, lágrimas ridiculamente ensanguentadas e coisas estupidamente destruídas.
E vamos lá ver como se processam os acontecimentos futuros. Se parares de dizer mentiras sobre mim, eu paro de dizer as verdades sobre ti.
Beijos e abraços a quem compete.
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