
É hoje que marco o regresso do compromisso. A necessidade de deixar uma marca, uma pegada em vários lugares, uma tatuagem em várias pessoas, um reflexo enevoado em alguns sítios por onde passo. É hoje que me comprometo com este blog.
Ao olhar-te nos olhos, solta-se o brilho de onde nascem as resposta, mas não te vou perguntar nada. O silência é atravessado pelos nossos olhares. É o lugar onde os nossos olhares se encontram, num constante sobe e desce de afectos e ternura. Não te vou perguntar mais nada, vou deixar que tomes a tua iniciativa por uma vez na vida. A noite recaí finalmente sobre os teus olhos, o teu cabelo, as tuas mãos. As sombras intensificam-se. Olho para o céu mas a penumbra negra não me deixa visualizar o céu supostamente estrelado. Este céu tem o tamanho do meu peito, onde todos os dias, a todas as horas te procuro infrutuosamente.
Rasga-se o silêncio e deparo-me com estes dilúvios mentais. Uma fluência que abate de modo crescente e intervalar com relâmpagos emocionais, dotados de um doce travo a canela molhada do café que estou a tomar.
Abraço tudo o que tenho e alcancei e deixo que pontualmente, insurjam sobre a minha pele os gritos mudos, que me preenchem e me esvaziam num rodopio vertiginoso...
É um tanto complicado, confesso, conseguir ordenar as palavras com sucesso neste momento.
Começo a te dirigir a palavra... E explode! (Sentes?) Ridicularizas de uma forma brilhante e encantadora qualquer tentativa de caracterização.
Emanas de ti o cheiro da chuva que contrasta com a luz permanente dos teus olhos; côr de avelã. Uma luz intensa, estranhamente ténue e calma... Já nãi tens as mãos frias, fruto do teu próprio flamejar e correm-te nas veias as cores mais puras e exímias.
É isto aquilo e o outro, por todos os pedidos que me fizeram para te dar mais vida blog meu. Faço um esforço e alcanço. Faço um esforço e regresso.
Beijinhos e abraços a quem compete
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