segunda-feira, 14 de junho de 2010

Love lockdown


Estou no meio de uma arrumação interminável comigo próprio.
Porque razão não nos conseguimos desfazer de alguém que nos magoa? Será medo? Será esperança?


Talvez conservemos na pele o gosto delicioso de quando ainda acreditávamos de olhos fechados. Ou talvez estejamos perante uma espécie de prisão... Uma sem porta ou fechaduras. Uma cujo cadeado foi esquecido em cima de uma mesa. O medo de nos libertarmos é real, existe. É uma espécie de agonia ao acto insano. As marcas e as cicatrizes do passado teimam em ficar.

Uma insinuante coragem aproxima-se de mim de quando em quando. Mas não sei o que fazer com ela. Para que serve a coragem? Para que serve a razão? Para que serve a emoção?

Ao entrar na faculdade alguém balbuciou: “Tommy estás cansado!” ao que eu acedi positivamente. No entanto pensei com os botões da minha camisa azul: não, não é cansaço; é apenas, e só, uma quantidade de desilusão.

Viver é a coisa mais rara no mundo. Porém todos existimos.

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