sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Another day


O meu dia de hoje começou na madrugada, na noite angélica, contigo. Por breves horas todo o mundo parou, toda a natureza se rebalanceou, todo o universo se cruzou. Queria envolver-te e acordar-te de manhã com aquele sorriso pateta ensonado e o clássico mas carinhoso “Bom dia!” . Infelizmente isso não aconteceu, coisas da vida. As horas vagabundeavam em rush hour para a faculdade, tinha de tomar banho, preparar as coisas, mudar de roupa… tanta coisa em vão, mais valia ter ficado. Tudo para descobrir que não tinha aulas nas primeiras duas horas da manhã (uma faculdade sem electricidade? Que vergonha!).

Não quero parecer triste, não quero que me achem triste. Para isso já basto eu. Penso muitas vezes nisto, de forma abstracta, inconstante mas presente… Porque penso? Porque não ignorar as coisas más e pensar apenas nas boas? Porque não ficar feliz assim de repente, ignorando as tempestades e fazendo de conta que não existem tubarões? Tão longe e tão perto, na distância de um silêncio.

Pelo campus de batalha, as coisas começam a apertar. Faço os possíveis e impossíveis para ter tempo. Tempo para tudo e todos. Se todos os relógios parassem teríamos mais tempo ou o tempo deixaria de existir? Provavelmente, se o tempo parasse agora, tudo seria diferente e eu ficaria a viver nesta hora eternamente. Mas não quero. Não quero pedir ao tempo para parar nesta hora, esta hora não tem cores, não tem emoção, não tem vida. Quero parar noutra hora.


De tarde, actualizei os meus ficheiros e sebentas da faculdade. Aproveitei para pôr o sono em dia, para limpar o pó e dar uma arrumadela no cubículo. Alimentei os peixes com a sua ração XPTO e dei um salto ao ginásio para mandar embora o exagerado jantar de ontem (lol).

Continuo a olhar para o livro que guardo na secretária ao pé de mim. Afinal porque o fechei se até era a minha história? Afinal posso até não ter seguido o livro à regra, mas segui outra indicação qualquer. Ainda tenho páginas em branco por escrever, algo por viver e por imaginar. Talvez ter aberto o livro tenha sido mais verdadeiro e autentico que qualquer outra coisa… Apetece-me abri-lo de novo, e ler a frase que se repete em todas as páginas, entre todas as letras… I can’t live without you…


Será que a nossa rua tem tantas sombras que já não conseguimos acender as estrelas?

Till’ 2Morrow!

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