sábado, 31 de outubro de 2009

What if's


Ora cá estamos nós de novo para a sopice diária do Tommy, para vocês cuscos que não têm mais nada que fazer a não ser ler blogs alheios (joke, eu gosto de fans mas fica mal dizer xD).


Esta noite sabe-se lá porquê dormi mal. Muito brainstorming e pouco descanso, muitos como's e porquê's. Começo a questionar-me o porquê de ter construido todo este império quando ele perdeu o seu pilar principal, o seu propósito, o seu animus. Penso que muito em breve vou abrir as comportas que protegem a minha pequena ilha e ver as tempestades e a fúria da água a invadir, a invadir-me. E que vou eu fazer perante tal devastação? Vou olhar, olhar e não fazer nada. Ficar quieto à espera que alguém dê com a cena e mande um barquinho de SOS ou uma gota de água doce como sinal de esperança. Mas... Já vos falei do meu mundo?
O meu mundo é uma ilha. Uma ilha mais pequena que a tua casa. Mas para mim chega.
Na ilha onde vivo, raramente chove e porém não há secas.

A ilha onde vivo é tão afastada do mundo que só o consigo ver com um microscópio. E não imaginas, daqui, o tão pequeno é o teu mundo...
Se me perguntares se gosto da ilha onde eu vivo, eu digo que sim. Gosto simplesmente porque aqui posso ouvir o silêncio, gosto porque posso fingir que sou feliz sem ninguém me perguntar porque finjo.
Ás vezes, há um ser mágico que naufraga na minha ilha. Durante esses dias, sou feliz. O resto do ano não.
E esta revelação leva-me a outra realização, uma sobre o propósito de cada um ou de todos (como um todo? lol). Há pessoas que vivem toda a vida e nem num minuto se atrevem a pensar no que são. Há pessoas que não questionam o que é isto onde vivemos; há pessoas que não se importam de procurar o barulho, a rebaldaria; vivem constantemente sem saber que só procuram o barulho porque não são capazes de viver no meio da solidão e do silêncio. Há pessoas que não sabem o que são nem o que representam. Há muitas pessoas assim... Que conseguem passar pela vida sem deixar uma marca numa pedra; sem viver a vida com consciência; porque o inconsciente é muito mais fácil; viver a rir e a fazer parvoíce é muito mais fácil;
Eu optei pelo caminho pelo caminho difícil, mas a pouco e pouco começo a perceber que foi uma atitued irreal para o grande mundo visto do microscópio. Hoje disseram-me ao almoço, podes não ser nada para o mundo e podes ser o mundo de alguém. Mas será mesmo assim? Já não sei no que hei-de acreditar. Começo a achar que o escrevi acima não tem sentido, agora que cheguei cá abaixo.

E falando em almoço posso-vos contar como foi o meu dia. O meu dia hoje foi marcado por momentos. Momentos que me fazem lembrar e relembrar em loop continuo várias coisas que não são para aqui chamadas. De manhã o normal. Umas aulinhas e nada de mais. Sai mais cedo e recebi um convite para ir almoçar perto de Santarém. Almoço familiar e tals ao qual acedi prontamente. Meti-me no carro e fui ao Minosotis comprar batata doce biológica (para o jantar). Depois lá me fiz ao piso na A1. Descobri que sou fanático por velocidade e que ela deixou de me meter medo. É como uma expansão do meu corpo a navegar por um mundo desconhecido em velocidade cruzeiro. Posso dizer que fiz Lisboa-Santarém em sensivelmente 35 minutos, just do the math. Cheguei lá e fui a um restaurante típico cujo nome me continua a falhar na memória (a idade não perdoa =/). Os familiares comeram "migas" e eu comi Febras Mexicanas.
Eu sempre me questionei acerca de um comportamento interior meu, o que seria e porque acontece; é uma espécie de vício que me faz observar as pessoas constantemente, como uma base de dados gigante de instintos comportamentais humanos. Observo e prevejo as acções das pessoas, os seus comportamentos. A maneira como reagem, como tratam das coisas, como lidam com o mundo. Expus isto à minha avó e ela contou-me que isto é perfeitamente normal. E mais, tem nome! Chama-se Semiótica e foi uma característica que herdei da minha mãe. Porreiro, mas mais porreiro é saber que isto não tem cura, it just happens. Mas nunca me incomodou e torna-se handy para mim, especialmente quando me faço de dissimulado e testo a integridade dos que me rodeiam. Por vezes é triste.

O grande momento alto do dia, onde senti o sangue a fluir para o cérebro, foi sem sombra de ilusão na volta para cá. Os velhotes seguiram para casa deles enquanto eu voltei para Lisboa, um pouco depois de passar as portagens de Vila Franca. Como é meu hábito de andar sempre apressado lá vinha na minha velocidade de cruzeiro na ae, algures entre os 120(+20) e os 120 (+30), portanto a cumprir os limites. Vinha colado ao meu carro de sonho, um VW Touareg V10 TDI. E é aqui que se mostra que todos os veículos são falíveis por mais caros/bons/luxuosos que sejam. O gajo vem à minha frente e de repente "guina" contra o separador central, e como que trepando aquilo capota e começa a rebolar à minha frente. Biqueirada no travão e sem saber o que fazer preparei-me para o pior, ie, entrar por ali a dentro e rebentar-me todo com o bicho de 2 toneladas. Uma força mágica, talvez, fez com que os 10 segundos que aquilo rebolou a 5 metros de mim não fossem o meu destino. O meu bicho agarrou-se com unhas e dentes ao alcatrão e fiquei parado a uns 2 metros do gajo quando tudo parou. Durante esses longos 10 segundos, que mais pareceram 10 minutos, tive uma visão. Como uma versão barata do flash player ví todos os bons e maus momentos a passarem-me pela cabeça. Parece que é mesmo verdade que o ser humano recorda tudo em momentos de precipitação. Quando o carro parou eu não conseguia acreditar no que tinha experienciado. O que uns segundos antes era um carro de sonho, era agora um monte de lata de patas po ar todo desfeito, cheio de balões vazios e vidros quebrados. Pior ainda era a família que lá estava. Por sorte ninguém que veio por trás me bateu. Estava em transe, tinha o sangue todo na cabeça e estava a tremer. Não estava em condições para sair dali. Liguei os 4 piscas e chamei o 112. Não sai do carro até eles chegarem e me passarem um atestado de estupidez mórbida. Pior do que isso foi quando chegou a policia e me fizeram soprar o balão e responder a umas questões de rotina (tipo eu podia ter vindo embora, para que são estas burocracias numa altura destas? Thanks socras!). A questão que gostei mais foi: Qual era a sua velocidade estimada na altura do acidente? A resposta foi obviamente: Algo na casa dos 120/125 lol Não ganhei para o susto e de certeza que aquela familia também não. Pelo que pude visualizar eles estavam todos conscientes e mexiam-se, deduzo que só tenham tido umas escoriações (felizmente).

Cheguei a casa e estudei Data Mining. Jantei e falei com o povo no MSN. Amanhã será dia de Bugs. Veremos como corre =)

Podemos construir um arco-iris?

Ciao

Sem comentários:

Enviar um comentário