Ora vamos lá então deixar que o meu eu, fale com o meu e-eu.
Longe vão os tempos das minhas produções textuais, but let's give it a try.
Somos tão inconscientes somente por uma razão: queremos ser felizes. Somos tão felizes porque soubemos ser inconscientes quando a tristeza bateu à porta e nós fingimos que ela não existia.
Somos assim porque temos medo de sofrer. Temos pudor à realidade porque esta é demasiado dura para ser comparada a um campo verde, ao ar límpido e ao sorriso de quem amamos.
Somos inconscientes porque vemos beleza onde não existe, porque vemos o sol em dias de nevoeiro e porque queremos ser aquilo que não somos: perfeitos.
Tudo isto devido ao ar gélido da noite, ao negrume do céu, à tristeza das ondas que vêm de não sei onde mas que chegam não sei como... Somos assim porque desconhecemos; porque sabemos as respostas das coisas boas e esquecemos de encontrar a resposta para as más.
Temos uma capacidade extraordinária de perdoar, mesmo quando dizemos que é algo imperdoável. Se nós amamos, nós perdoamos. Se nós amamos, nós esquecemos e, se nós fossemos ligar à realidade, então nós morreríamos. Há quem não concorde, mas apesar de sermos todos iguais, somos simultaneamente diferentes.
Eram 7.39 da manhã, estava parado num semáforo a caminho da faculdade e dei por mim a pensar sobre todos os acontecimentos passados nos últimos anos. O pensamento traçou o caminho da emoção e senti-me só. Mas será que podemos estar realmente sós? Ás vezes sinto-me sozinho, abandonado, perdido entre o nada... Mas só?... Não estou só porque há gente à minha volta, há coisas... Mas na verdade eu estou tão fora dessas mesmas coisas, que sinto, por instantes, um bloco de gelo dentro de mim. As coisas perderam o significado, as pessoas deixam de me impressionar.
Quero fugir; mas para onde posso fugir, quando todo o mundo não me interessa? Para onde posso fugir quando o meu quarto parece frio, a rua à minha frente parece negra e o mar é uma gélida solidão?
O semáforo ficou verde depois daquele intemporal minuto que me trouxe de volta ao campo de batalha de Estudos de Mercado.
7.46, estacionei no P2. Tinha paredes e pilares de betão armado à minha volta. Carro desligado, luzes apagadas, rádio em mute. Estava um silêncio ensurdecedor, fechei os olhos e fiz tempo até às 7.57. Ao chegar à sala de aula percebi que o prof. de Sondagens não compareceu ao primeiro tempo da manhã. Fiquei irritado pois podia ter ficado na cama, a sonhar com o impossível. Mas se assim tivesse ocorrido este início de blog não era passível.
Almocei com dois amigos no Corte Ingles, a normal junk food das pizzas. Algo rápido com poucas conversas, poucos sorrisos falsos esboçantes de alegria, cada um com os seus problemas e vicissitudes.
Voltei para o campus e enfiei-me no carro. Olhei em redor, já não era o único que ali estava. Mais 4 compatriotas me faziam companhia desconhecida. Aquele sentimento pesado e desassossegado que me atacou de manhã voltou a assolar e ao mesmo tempo surgiu a vontade de estar em contacto com a natureza. Fui para casa e agarrei no fato, na toalha e na prancha e dirigi-me para a praia.
Na marginal curvas e contra-curvas, rectas e semi-rectas. Desgostos e vontades, amor e morte. Rapidez vertiginosa in slow time motion, o que é para todos um claro dia bonito era para mim um dia preto e cinzento com breves tonalidades azuis. Com rumo sem norte acabei por desaguar no Guincho. Estava vento, a imensidão da praia engolia as pessoas que tiveram por ventura a (in)feliz ideia de ali acamar. Ao entrar no meio aquoso a minha mente transmitia-me que estava frio no entanto eu não consegui sentir. Apanhei uma onda, duas, três... Até que na crista de uma à qual perdi conta acariciei a água como se do teu rosto se tratasse. Cai e bati lá bem fundo perto dos corais e das rochas velhas e desgastadas, não fisicamente.
Voltei para casa, voltei à realidade, voltei a este blog, o meu escape moment do dia estava concluído.
Tempo de me dedicar a parte do meu futuro, tempo de me dedicar a estudos de mercado (outra vez! -.- Naninaninão), tempo de fazer resumos das entrevistas e quadros descritivos.
Tentarei actualizar o blog respeitando uma day basis, como me der na alma.
E se querem saber o porquê do nome do blog, a resposta é simples: Porque sim!
Isso vem mesmo de lá do fundo
ResponderEliminarChii Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Breathe pain diz:
ResponderEliminar:)
ta fofo
lol quem me dera que ouvesse mais gaijos como tu aserio
I think that says it all ...
Estamos os dois na mesma, quem me dera poder fazer um post a falar do meu dia.... ai que dois que nos juntávamos :)MNA
ResponderEliminarhey amigo \o continua a escrever ;) gostei do que li. E vê se (re)encontras a felicidade =) [[]]
ResponderEliminarescreves TAO bem! =D
ResponderEliminar"And oh, let's take it easy and celebrate the malleable reality . Because nothing is ever as it seems, this life is but a dream"
beijinho =)*