quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ora



Fiquei com a ligeira impressão que a primeira entrada neste blog teve os tão afamados 15 minutos e esteve debaixo da spotlight de algumas pessoas. Therefore vou hoje publicar uma segunda entrada e esperar que alguém repare nela, e que se reparar então que veja, e se vir que integre.


Foi um dia rotineiro como todos os outros, cheguei ao campus às 10 e enfiei-me no antro a ver os mail's importantes. Prestei particular interesse ao mail da Placement, aquele mail mágico que me lançará no mercado empresarial pela segunda vez (ou não fosse o slogan Fast Fowarding Your Career!). Por lacónicos segundos senti-me alegre, uma boa noticia no meio da escuridão, um gota de água pura na imensidão do oceano. Irei estabelecer relações com a empresa em regime externo (o que me dá jeito na fase inicial visto que sou estudante e gosto de passar os dias sem fazer ponta). Pormenores em relação a funções não se podem explicitar por razões obvias, mas andam à roda e em espiral do mundo que melhor domino: Informática e telecomunicações. Logo se vê...

E falando em ligeira alegria como uma parte de nós, como uma parte do nosso animagus apenas posso concluir que quando a alegria é destuída há algo que dói. Há uma espécie de nuvem negra que paira no ar, que nos relembra que não somos nada; que somos uma miséria. Quando a alegria é quebrada, há sempre uma parte de nós que fica sem saber a razao porque é que os supostos dias de sol são tão gélidos. E no entanto isso não me impediu de ir dar um salto à praia depois do almoço.
Há sempre uma faca, cravada no peito, que insiste em dramatizar cada vez mais a situação, mostrar-nos que não somos nada para o mundo. Essa faca pode matar-nos, pode humilhar-nos, porque ninguém irá tentar perceber a nossa vida. Ninguém irá escrever uma história sobre nós. E ninguém tão pouco sabe o suficiente para me julgar ou me expor (talvez uma pessoa). Somos tão efémeros que taté mete dó.

Almocei no novo bunker comercial aqui da cena, o Vita Tejo, acompanhado por eu ortónimo. Uma sandes de fiambre e queijo, batatas e ice tea que não me transmitiu absolutamente nada a não ser à leveza da carteira.
Tinha prometido à MNA que estaria com ela hoje portanto deambulei de volta ao campus e ela lá me levou para o seu special place. E que lugar! Ainda no dia anterior lá tinha estado umas centenas de metros atrás, mas a irradiação solar, o vento suave e delicado, a música house baixinha constituíam uma óptima experiência sensorial. Aproveitei também para testar as skills da câmara do telemóvel.
Regressámos a Lisboa, eu rumei em direcção a casa passando pelo caminho em casa dum amigo para levantar uns DVD's.
Agora provavelmente vou jantar, estudar e enfiar-me na cama. Adormecer e sonhar com o impossível, esperando que amanhã seja um dia brilhante com novos tons de cinzento.


Hoje foi um dia que me esqueci de esquecer. Por mais que não quisesse a lembrança aparecia sempre no ecrã do telefone...

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